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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

É proibido sofrer!




"É proibido sofrer!" Esta é a mensagem que vemos sendo anunciada em quase todos os lugares. Talvez nem sempre dita assim tão explícita, mas percebemos suas variações quando também se diz: "pare de sofrer!", "tenha uma vida vitoriosa!", "Você nasceu para ser cabeça e não cauda!", "decrete e profetize sua vitória!", "tome posse pela fé!" e tantas outras ordens e palavras que, na cabeça de muita gente, vira uma espécie de anestésico contra as dores que os problemas da vida provocam na gente.
A sociedade atual se esconde do sofrimento e o nega porque ele desmascara nossas fragilidades. A questão é que a ferida continua aberta, a infecção vai se alastrando cada vez mais, a doença emocional vai se enraizando, vai matando lentamente, mas seus efeitos são maquiados pela não sensação de dor. Esquecem-se de que o próprio sofrimento pode ser uma bênção, pois ele nos avisa sobre a necessidade de que algo deve ser feito.
Embora haja fundamento bíblico para nos dizermos mais do que vencedores por meio de Jesus, esta palavra "vencedores" não segue o modelo e o padrão moderno de entendimento do que seja vencedor segundo a ganância dos homens. O perfil do vencedor moderno é aquele que até pode passar por alguma dificuldade, mas consegue tudo o que quer. Sempre vence as dificuldades virando o jogo com palavras mágicas. Nunca demonstra em público suas fraquezas. Este é o vencedor das externalidades, da futileza, do terno Armani, da bolsa Louis Vuitton, do carro de luxo, de ter dinheiro, poder e influência sobre a vida das pessoas. É o que se faz vencedor pela força bruta, é o indestrutível. Infelizmente, este tipo de vencedor é anunciado adoecida e insistentemente em muitos púlpitos. Quem não se enquadra nesse padrão é rapidamente chamado de "sem fé", amaldiçoado, fraco ou derrotado.
Já, o Vencedor, segundo o Evangelho, é aquele que também sofre, também passa por algum tipo de privação, pode até vencer de alguma forma material, mas sabe discernir entre o momento de rir e o de chorar. Aprende a viver cada um destes momentos reconhecendo que há um Deus que não somente assiste, mas participa com a gente, ao nosso lado, de cada riso ou lágrima e usa essas coisas também como ensino e crescimento para cada um de nós.
Perder ou ganhar, ser fraco ou forte, no entendimento bíblico, não depende do troféu humano, das honrarias, homenagens, recompensas e reconhecimentos que se recebe em vida.
Vencer não tem a ver necessariamente com possuir bens ou ser curado de uma doença terminal. Estas coisas também, mas elas não tratam da essência. Estão na superfície de uma vida muito mais profunda, muito além de ter ou não os seus sonhos e pedidos realizados.
Aqueles que vencem ou venceram, nas Escrituras, perderam o mundo para ganhar a Vida. Alguns foram perseguidos, torturados, mortos, tiveram seus bens espoliados, famílias separadas. A maioria não foi nenhum exemplo de sucesso de empreendedorismo, de força de vontade ou estabilidade emocional. Passaram fome, fugiram, tiveram medo, alguns desistiram ou abandonaram seus projetos e chamados missionários, antes do tempo. Tiveram crises existenciais, ficaram deprimidos, se sentiram enfraquecidos, desejaram morrer, mas foram salvos e reencaminhados não por suas próprias forças, mas pela Graça infinita, teimosa e amorosa de Deus. O verdadeiro vencedor é aquele que vence não por ele mesmo, mas vencido, vence em Deus.
O vencedor, segundo as Escrituras, sabe que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, mas nem por isso deixa de se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram. Vive cada sentimento de forma verdadeira, sem máscaras e consciente.
Nesta vida ainda vamos perder e achar muitas coisas, muitas vezes. Alguns sonhos pessoais jamais serão alcançados, outros virão como que presentes de Deus para nossas mãos. Não se permita ser julgado pelos outros ou pela própria consciência por causa do que você ganha ou deixa de ganhar. O importante é, como diria nosso irmão Paulo, o apóstolo: "...quer vivamos ou morramos, somos do Senhor." (Romanos 14.8). Em outras palavras, desta vez, ditas por Jó “... o Senhor deu, o Senhor tirou, bendito seja o seu nome." (Jó 1.21).
O sofrimento em si não nos torna derrotados. Podemos, sim, aprender e sermos aperfeiçoados por causa dele. O rótulo é sempre algo imposto de fora pra dentro. Nem sempre expressa uma realidade. Não se auto impute um desmerecimento ou supervalorização falsos. O verdadeiro vencedor aprende a dar nomes às suas responsabilidades, projeta sua esperança não nas coisas que se veem, mas naquelas que são eternas. Assume seus erros, mas também consegue se alegrar com cada pequenino passo em direção à Vida. Sabe perdoar e também pedir perdão. O sofrimento dói, mas nos amadurece e nos ensina a reconhecer o que de fato podemos chamar de vitória.

O Deus que venceu por todos te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

P.S.: Esta mensagem foi extraída do site www.ovelhamagra.com e tem como autor meu irmão querido, Pablo Massolar.

Lenilsen Nascimento

sábado, 24 de setembro de 2011

O poder de Deus e a fragilidade humana.

Aos amados amigos, que visitam e acompanham o blog, quero pedir desculpas por ter estado longe algum tempo deste espaço que tenho usado para expressar, não apenas meras “palavras”, mas momentos vividos que me levam a colocar aqui os questionamentos e/ou respostas que encontro durante minha caminhada pela vida.
Em Eclesiastes capítulo 03, vemos que há um tempo determinado por Deus para todas as coisas, quero ressaltar alguns: plantar/colher; chorar/rir; abraçar/deixar de abraçar; buscar/perder; estar calado/e falar; amar/odiar; guerra/paz. E ainda diz que Deus julgará o justo e o ímpio, dentro do seu tempo e do seu propósito.
Refletindo sobre a vida e todas as coisas que acontecem neste período em que passamos aqui neste mundo, lembrei-me do profeta Elias. Deus separou este homem para advertir o povo de Israel sobre o pecado da idolatria, podemos ler em I Reis 16:29 que...  Durante o reinado de Acabe, Elias foi perseguido por alertar ao povo que não deviam adorar a dois senhores (porque quando agradamos a um estamos desagradando ao outro), por denunciar o pecado e por ter a incumbência de conduzir o povo de volta a Deus. E por que isto estava acontecendo? Porque o rei Acabe havia casado com Jezabel, filha do rei dos sidônios, povo que tinha por deus a Baal. Acabe ergueu um altar de adoração a um deus estranho cometendo abominação ao Senhor, o Deus de Israel, atraindo, desta forma, o povo ao mesmo erro.
Voltando a falar de Elias, vamos pensar em um dos tantos feitos de Deus através da vida deste grande profeta, que foi o confronto que teve com 450 profetas de Baal... Acabe convoca o povo e reúne os profetas de Baal no monte Carmelo, Elias chega e mais uma vez adverte o povo sobre sua apostasia, no entanto, nenhuma resposta se ouve. Então, o profeta de Deus faz uma proposta dizendo que tanto ele, quanto os 450 de Baal teriam que preparar uma oferta no altar, mas não poderiam atear fogo, teriam que clamar, até que fossem atendidos e caísse fogo para queimar a oferta.
Os profetas de Baal preparam tudo e começaram a clamar ao seu deus, mas não tiveram nenhuma resposta, cortaram-se até sangrar, pularam ao redor do altar, desde a manhã, até a tarde, mas nada aconteceu. Então, o profeta Elias chamou o povo para perto de si, fez um altar ao Senhor, preparou a oferta e orou: “SENHOR Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo conheça que tu és o SENHOR Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração.
Então caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, o pó, e ainda lambeu a água (que ele havia jogado sobre a lenha)... O que vendo todo o povo caiu sobre os seus rostos, e disseram:
Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!”  (1 Reis 18:36-39)
Lendo a trajetória de Elias e todas as coisas sobrenaturais que Deus realizou em sua vida, podemos pensar que este é o tipo de pessoa que jamais poderia: ter medo de qualquer coisa ou pessoa, desejar a própria morte e até mesmo entrar em depressão. No entanto, ao ser jurado de morte, por Jezabel, ele foge para o deserto e deseja a morte. Cansado, dorme... Quando acorda um anjo o alimenta, isso acontece por duas vezes, mas na segunda o anjo manda que se alimente e diz para Elias que ele tem uma longa jornada. O profeta caminha por 40 dias e 40 noites. Chegando a Horebe, esconde-se em uma caverna onde passa a noite. O Senhor chama por ele, que logo começa a reclamar dizendo que sempre fora zeloso... Que levara a mensagem ao povo conforme a vontade de Deus... Agora se encontrava sozinho...
Pausa... (Não é raro nos sentirmos como Elias, passando por momentos em que achamos humanamente impossível ser racional, momentos onde as nossas emoções se descontrolam e parece que nada é suficiente para nos fazer voltar a razão. Esses são tempos muito difíceis, porque geralmente não duvidamos do poder de Deus... Duvidamos da nossa capacidade em continuar caminhando.)
...Elias, acusado injustamente de perturbar a ordem no meio do povo, jurado de morte, sentiu-se sozinho, perdido e sem apoio. Uma situação muito difícil de lidar. Mas o Senhor, o Deus de Israel, mostrou ao seu amado filho, profeta a quem havia separado para sua obra, que Ele estava no controle da situação, pois havia preservado a vida dos que não haviam se deixado envolver pela idolatria não se ajoelhando e nem se encurvando à Baal.
Deus manda que Elias volte e continue... E o profeta obedece, porque confia no Senhor.
Imagino que neste momento, tendo esta conversa com Deus e com suas forças renovadas, Elias tenha pensado em Jezabel e falado como o profeta Miquéias: “Não se alegre a minha inimiga com a minha desgraça. Embora eu tenha caído, eu me levantarei. Embora eu esteja morando nas trevas, o Senhor será a minha luz. Por eu ter pecado contra o Senhor, suportarei a sua ira, até que Ele apresente a minha defesa e estabeleça o meu direito. Ele me fará sair para a luz; contemplarei a sua justiça. Então a minha inimiga o verá e ficará coberta de vergonha, ela que me disse: "Onde está o Senhor, o seu Deus?...” (Cap.7v.8-10)

Lição...

...Aprendo com a experiência do profeta Elias que nós, seres humanos, somos frágeis, dependentes do Senhor e que Deus pode até permitir que passemos pelo vale da sombra e da morte, mas Ele não permitirá que fiquemos lá. Aprendo com Deus que não adianta ficar lamentando o que aconteceu e resmungando para Ele o que fizeram conosco, mas que devemos sair da caverna, ter uma conversa com o Senhor, admitir nossa fragilidade e reconhecer que Seu poder é suficiente para nos levantar, cumprir os planos que tem para nossa vida e nos justificar diante daqueles que nos afrontam, porque o Senhor, o Deus de Israel, o nosso Deus diz: “Ainda antes que houvesse dia, Eu Sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo Eu, quem o impedirá? 
(Isaías 43:13)

“O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.”
(Salmos 46:11)

Lenilsen Nascimento